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26 de Março de 2017

Quer diminuir a corrupção no Brasil? Tire poder das mãos de políticos!

Liberdade Juridica, Administrador
Publicado por Liberdade Juridica
há 3 anos

Por Fábio Ostermann

Quer diminuir a corrupo no Brasil Tire poder das mos de polticos

Não chega a ser uma grande novidade a afirmação de que a corrupção é uma das grandes chagas que ainda insistem em impedir o desenvolvimento do Brasil e a resolução de diversos problemas que ainda nos prendem ao subdesenvolvimento. Estima-se que percamos anualmente cerca de R$82 bilhões para a corrupção, dos quais apenas uma ínfima parcela (0,7%) é efetivamente recuperada.

Também não é novidade o fato de que, entra ano, sai ano, entra governo, sai governo, os casos de corrupção no Brasil parecem somente crescer em frequência e magnitude. O que a opinião pública parece ignorar solenemente, entretanto, é a estreita ligação entre a corrupção no Brasil e a excessiva abrangência do Estado em nossa sociedade.

O gráfico abaixo é composto por dados de 25 países de distintas realidades políticas, geográficas e econômicas. Nele percebemos a forte correlação entre corrupção e liberdade econômica por meio da análise de dois rankings internacionalmente reconhecidos: o Índice de Percepção de Corrupção, da Transparência Internacional, e o Índice de Liberdade Econômica, da Heritage Foundation.

Quer diminuir a corrupo no Brasil Tire poder das mos de polticos

A correlação entre as duas variáveis é visível. É claro que nem toda correlação implica em uma relação de causalidade, mas temos bons motivos para crer que um mercado mais livre afeta, sim, o nível de corrupção encontrado em um país. Isto deve-se fundamentalmente ao fato de que quanto maior a participação do Estado na economia e a autoridade conferida a seus agentes para interferirem no processo de mercado, maiores são as oportunidades de corrupção.

Dadas as dificuldades no cumprimento de tarefas tão prosaicas e, ao mesmo tempo, tão vitais ao crescimento e desenvolvimento do país, como a abertura de um negócio, a obtenção de uma licença ou o pagamento de tributos, é natural, e até instintivo, que se busque maneiras de contornar tais obstáculos. Some-se a isso a falta de uma cultura de transparência e prestação de contas por parte dos poderes públicos e um sistema penal permissivo e ineficiente (onde a probabilidade de punição é baixíssima) e temos um ambiente perfeito para o florescimento da corrupção em suas diversas formas.

Parafraseando Nelson Rodrigues, o subdesenvolvimento institucional brasileiro não é fruto de improviso, mas sim uma obra de séculos. Neste contexto de apatia da sociedade civil e hipertrofia de um Estado com vocação patrimonialista, não se pode falar em diminuição da corrupção sem antes colocarmos o Estado em seu devido lugar. O escritor e satirista político P. J. O'Rourke resume bem a questão: “Quando a compra e venda são controladas por legislação, as primeiras coisas a serem compradas e vendidas são os próprios legisladores”. Ao delegarmos a agentes políticos a autoridade de definir de maneira tão arbitrária, e cada vez mais abrangente, quais bens e serviços serão negociados, e em que termos o serão, estamos não só abdicando da nossa liberdade de escolher, mas também oferecendo um prato cheio para que interesses específicos “adotem” determinadas causas e políticos que as defendam.

Se os homens fossem anjos”, escreveu James Madison no número 51 d'O Federalista, “nenhum governo seria necessário”. A tragédia é que o processo político estabelece incentivos que parecem garantir que justamente aqueles dotados das características menos “angelicais” cheguem ao poder. Diante deste cenário, é absolutamente necessário que o governo seja tão enxuto quanto possível.

Quanto maior o escopo de atuação do Estado e da “sociedade política", menos sobra para o indivíduo e para a sociedade civil. Em síntese: se queremos diminuir a corrupção que permeia e contamina as instituições políticas brasileiras, é preciso reduzir os poderes nas mãos dos políticos. Uma sociedade de homens livres deve reclamar para si o direito de escolher o que fazer com sua vida, liberdade e propriedade sem ter que delegar parte fundamental de sua autonomia a uma autoridade política.


Publicado originalmente no Instituto Ordem Livre

Perfil destinado à divulgação de artigos relacionados ao direito e à liberdade individual, em suas mais diversas manifestações. Republicamos artigos de sites especializados no assunto e aceitamos contribuições individuais.
Disponível em: http://direitoeliberdade.jusbrasil.com.br/artigos/134138600/quer-diminuir-a-corrupcao-no-brasil-tire-poder-das-maos-de-politicos

145 Comentários

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Prezados

Como tirar o poder de quem vota seu próprio salário?
Como tirar o poder de quem vota em projetos fraudulentos?

A questão não é política, é políticos.

Votar em quem ?

Na fila do banco ouvi de duas adolescentes; (palavras delas) "mulher tirei o meu título, mais só vô vota naquele que tivé pra ganha, nu vô perde meu votu".

Diante do contexto, examinei as duas votantes, observei uma grávida e ambas com cartão bolsa família, pensei; uma das exigências para o bolsa é a frequência na escola e não o aprendizado.

Enquanto existir miséria no país, o poder não acaba.
Dê cultura ao povo, acaba o poder.

Infelizmente quem pode dar a cultura é quem detém o poder, triste realidade.

abraços. continuar lendo

Parabéns pelo comentário, justamente o que penso. continuar lendo

Comentário pertinente..
E mais ainda. Prá quem vamos dar o poder?.
Para os milicos?
Para as igrejas?
Para ninguém?.
Ou deixa simplesmente a anarquia reinar? continuar lendo

Preferível o poder ficar nas mãos de políticos a ficar nas mãos de oportunistas que fomentam esse preconceito para faturar em cima deles. continuar lendo

Muito oportuno seu comentário, o que faz a miséria neste País, são as Bolsas, germinando assim mais analfabetos neste País. pois o Bolsa escola não é um estímulo para manter a criança lá, e sim para manter seu voto amarrado. Político nenhum nesse País quer educação para o futuro. continuar lendo

Também já ouvi isto. Tem gente que acha que eleição é apenas um joguinho. continuar lendo

Sou totalmente de acordo com o que você explicitou. Tenho 19 anos e o que mais se vê é a falta de cultura, falta de seriedade, examinação dos propósitos políticos. Poucas pessoas estão querendo saber se é bom o político ou não, se ele chegou ali com ficha limpa, com honestidade. Não se comenta porquê o governo age de tal forma, com tal liberdade, e uma frase muito interessante é a que ele diz que concordamos "solenemente".... até onde a solenidade durar, durará a corrupção. continuar lendo

São milhões assim...
Falta de cultura e voto obrigatório fazem uma sujeira pior do que a que gruda no poleiro de um galinheiro. continuar lendo

Agradeço a todos pelos comentários e acrescento;

Vou utilizar a frase mais lida e usada nesta semana:

"NÃO VAMOS DESISTIR DO BRASIL".

abraços☼ continuar lendo

Sabe o que isso me lembra? Meus estudos sobre a história do Brasil, e isso me remete - não tem muito tempo - ao coronelismo e seu voto de cabresto.

A metodologia de ganhar votos muda, mas o fim é o mesmo... continuar lendo

Na fila do banco: Ouvi muitas frases parecidas. Por outro lado, sempre perdi meu voto, até mesmo quando ajudei a eleger o candidato continuar lendo

exclua o bolsa família, o que farão as pessoas que dependem dele isso não é uma caridade é uma necessidade, não foi este governo que criou a miséria. Saia fora do contexto Rj, Sp, os outros estados são monarquias onde o poder são passados de avo, pai a filho. São os brasileiros com emprego e carteira assinada que exigem NF-paulista no mercado para concorrer a bicicletas, playstation, smartphones, que vivem nos condomínios fechados das regiões mais nobres do pais que tem aversão ao tal bolsa família, quando o mundo todo elogia ONU, USA, Europa, Vaticano, mas brasileiro egoísta e orgulhoso mete o pau, recentemente a Presidenta Dilma enviou um decreto de lei para a uma maior abertura da participação do povo nas decisões governamentais e legislativas; com consequência menor poder dos ditos legisladores que só trabalham em troca de favores e eles mesmos os deputados e senadores assim como os brasileiros só criticam ninguém é capaz de propor um plano B sem destruir o já proposto. Para educação somente este governo fez mais de 12 Universidades, tenho 45 anos não lembro de outro que fez mais. A USP esta sendo sucateada no estado de maior arrecadação do pais, mas ninguém lembra.i continuar lendo

Como já disse em outro comentário, concordo com a bolsa família por um período "transitório", apenas para dar um "folego" à família para que busquem um meio de prover a própria subsistência, e não como aposentadoria precoce e, certamente, criadora dos currais eleitorais.
É evidente que no caso do inválido (por deficiência ou excesso de idade) esta bolsa deveria ser transformada em uma aposentadoria por invalidez, e não deixar que sua função social seja deturpada por políticos para atitudes eleitoreiras.
Já que todos acham que as bolsas cumprem função social muito importante, deveriam então, os beneficiários de bolsa, deixarem de participar de eleições enquanto delas fossem dependentes, pelo menos no pleito para presidente do país, uma vez que todos sabemos que na cabeça dos políticos a função das bolsas não é social, mas sim, compra de votos... continuar lendo

Para quem entende:

"Não há nada que esteja na política que não esteja PRIMEIRO na sociedade". continuar lendo

Pois é caro Roger, e a triste constatação é que o nosso povo é composto de "infinitos Gersons"...basta verificar os famosos "cabos eleitorais", nunca conheci um deles que não estivesse esperando a "contra-partida" no caso de seu político ser eleito...outra triste constatação são as famigeradas "bolsas", se fossem corretamente administradas e tivessem o intuito de suprir necessidades básicas "transitoriamente", e somente até que os beneficiários pudessem tomar conta da própria vida, não seriam transformadas em "currais eleitorais". Ninguém quer perder a "boquinha", mesmo que tenham outra forma de manter a própria subsistência nunca vão, de forma espontânea, abrir mão do benefício. E o pior é que, embora a ideia inicial não tenha sido do PT, este foi o partido que mais soube se utilizar do "artifício"... continuar lendo

Hô.. Roger Parado....
A tua sociedade pode ser bandida tal qual os políticos.....
Induzir ou querer jogar a culpa na sociedade é tão ou mais injusta quanto ao que qualquer bandido faz quando chega no poder....
De onde você é mesmo????
Você sabe o que é pobreza???
Você sabe o que é trocar o voto por um prato de comida?
Então não venha falar em sociedade quando você faz parte daquela "sociedade". continuar lendo

Eu vejo o contrário: a sociedade toma como exemplo aquele q detém o poder, tal qual um filho ao seu pai! Simbolicamente, Governo é o símbolo do pai interior de cada nação. Se não se dá um bom exemplo, não se pode esperar q 'os filhos' sejam bons cidadãos, conscientes, honestos, cientes de seus deveres e direitos. Política não é profissão, mas vocação, só q a população vê, no mau exemplo, como enriquecer às custas do dinheiro alheio... VERGONHA! continuar lendo

Hô Fausto Narcisita...
Para trazer a lei de gercão a tona é porque achas que todos os que te cercam querem levar vantagem em tudo....ou só enxerga os outros???
Até acredito que pense que a pessoa que troca o voto por um prato de comida tenha realmente a intenção de aplicar a lei de gercão.... Ou eles estão fora?????
Bandido é o político que lhe dá o prato de comida e depois lhe tira o sangue.
Nefasto é o que tenta induzir as pessoas de que um tal de gercão....da grande selecão....é o culpado de tudo no brasil.... e temos que sofrer por isso... todos são assim.....simples assim... Vejo muito papagaio neste sitio....Acorda. continuar lendo

Concordo com você. A desonestidade dos políticos é espelho da desonestidade da sociedade, sim.

A título de exemplo: quem corrompe o servidor público (como fiscal) não é o empresário? continuar lendo

CONCOOORRRDDDOO com você Roger!!
Aqui fora todo mundo pousa de santo :
é gente desrespeitando o idoso, furando fila,tirando vantagem em tudo.
O povo já esqueceu por exemplo que o Arruda teve a vida política tumultuada após escândalo de adulteração do painel de votação do Senado e pela descoberta de um grande esquema de corrupção no governo do Distrito Federal, conhecido como Mensalão do DEM.
Todo mundo viu pela Tv e agora ele está em 1º lugar nas pesquisas .
Por que será??? Lá dentro é como aqui fora! Ou será os Marcianos que elegem os políticos? Falta de informação?? continuar lendo

O povo brasileiro, genericamente falando (há uns poucos honestos) é um povo corrupto querendo um governo honesto.

E quem mais acha esta observação errada provavelmente é quem mais tem culpa no cartório ou gente de senso de justiça distorcido (o cara que detesta polícia, mas quando precisa a eles pede socorro).

As pessoas dirigem feito loucas, bebem, fumam (fumar não é crime contra a legislação, mas é contra o corpo e vão dar trabalho no SUS e gastar o dinheiro dos pagantes sem precisar, caso não fumassem não precisariam), desrespeitam faixa de pedestres, atacam carga em acidentes (dizem que tem seguro, então a seguradora não é a dona?)...

No país temos inúmeros alunos e raros estudantes, não é erro? Nossa Carta Magna permite manifestações pacíficas e não anônimas e o que o povo faz? Quebra tudo mascarados exigindo justiça, é cômico (Rsrsrsrsrsrsr).

Arrancam braço de ciclista e não prestam socorro, soltam bandidos em detrimento da sociedade, elegemos analfabetos funcionais e damos curso de cerca de 5 anos pra formar um advogado pra entender o que o eleito analfa legislou, não cuidamos da saúde (principalmente motoqueiros loucos e gente fazendo racha) e a lista é imensa.

Dai queremos um governo justo. Francamente. continuar lendo

Onde eu disse Murilo Gentilli favor ler Danilo Gentili.
Quase não assisto seu programa por estar já muito passado para o seu conteúdo. continuar lendo

nesse caso iremos votar em quem?
já que todos os candidatos são iguais.
assim fica dificil tentar mudar alguma coisa.
se nossa presidente não é mais uma boa opção os outros são piores.
a corrupção esta em toda parte e isso é nosso triste realidade continuar lendo