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25 de Junho de 2017

Quer diminuir a corrupção no Brasil? Tire poder das mãos de políticos!

Liberdade Juridica, Administrador
Publicado por Liberdade Juridica
há 3 anos

Por Fábio Ostermann

Quer diminuir a corrupo no Brasil Tire poder das mos de polticos

Não chega a ser uma grande novidade a afirmação de que a corrupção é uma das grandes chagas que ainda insistem em impedir o desenvolvimento do Brasil e a resolução de diversos problemas que ainda nos prendem ao subdesenvolvimento. Estima-se que percamos anualmente cerca de R$82 bilhões para a corrupção, dos quais apenas uma ínfima parcela (0,7%) é efetivamente recuperada.

Também não é novidade o fato de que, entra ano, sai ano, entra governo, sai governo, os casos de corrupção no Brasil parecem somente crescer em frequência e magnitude. O que a opinião pública parece ignorar solenemente, entretanto, é a estreita ligação entre a corrupção no Brasil e a excessiva abrangência do Estado em nossa sociedade.

O gráfico abaixo é composto por dados de 25 países de distintas realidades políticas, geográficas e econômicas. Nele percebemos a forte correlação entre corrupção e liberdade econômica por meio da análise de dois rankings internacionalmente reconhecidos: o Índice de Percepção de Corrupção, da Transparência Internacional, e o Índice de Liberdade Econômica, da Heritage Foundation.

Quer diminuir a corrupo no Brasil Tire poder das mos de polticos

A correlação entre as duas variáveis é visível. É claro que nem toda correlação implica em uma relação de causalidade, mas temos bons motivos para crer que um mercado mais livre afeta, sim, o nível de corrupção encontrado em um país. Isto deve-se fundamentalmente ao fato de que quanto maior a participação do Estado na economia e a autoridade conferida a seus agentes para interferirem no processo de mercado, maiores são as oportunidades de corrupção.

Dadas as dificuldades no cumprimento de tarefas tão prosaicas e, ao mesmo tempo, tão vitais ao crescimento e desenvolvimento do país, como a abertura de um negócio, a obtenção de uma licença ou o pagamento de tributos, é natural, e até instintivo, que se busque maneiras de contornar tais obstáculos. Some-se a isso a falta de uma cultura de transparência e prestação de contas por parte dos poderes públicos e um sistema penal permissivo e ineficiente (onde a probabilidade de punição é baixíssima) e temos um ambiente perfeito para o florescimento da corrupção em suas diversas formas.

Parafraseando Nelson Rodrigues, o subdesenvolvimento institucional brasileiro não é fruto de improviso, mas sim uma obra de séculos. Neste contexto de apatia da sociedade civil e hipertrofia de um Estado com vocação patrimonialista, não se pode falar em diminuição da corrupção sem antes colocarmos o Estado em seu devido lugar. O escritor e satirista político P. J. O'Rourke resume bem a questão: “Quando a compra e venda são controladas por legislação, as primeiras coisas a serem compradas e vendidas são os próprios legisladores”. Ao delegarmos a agentes políticos a autoridade de definir de maneira tão arbitrária, e cada vez mais abrangente, quais bens e serviços serão negociados, e em que termos o serão, estamos não só abdicando da nossa liberdade de escolher, mas também oferecendo um prato cheio para que interesses específicos “adotem” determinadas causas e políticos que as defendam.

Se os homens fossem anjos”, escreveu James Madison no número 51 d'O Federalista, “nenhum governo seria necessário”. A tragédia é que o processo político estabelece incentivos que parecem garantir que justamente aqueles dotados das características menos “angelicais” cheguem ao poder. Diante deste cenário, é absolutamente necessário que o governo seja tão enxuto quanto possível.

Quanto maior o escopo de atuação do Estado e da “sociedade política", menos sobra para o indivíduo e para a sociedade civil. Em síntese: se queremos diminuir a corrupção que permeia e contamina as instituições políticas brasileiras, é preciso reduzir os poderes nas mãos dos políticos. Uma sociedade de homens livres deve reclamar para si o direito de escolher o que fazer com sua vida, liberdade e propriedade sem ter que delegar parte fundamental de sua autonomia a uma autoridade política.


Publicado originalmente no Instituto Ordem Livre

146 Comentários

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Prezados

Como tirar o poder de quem vota seu próprio salário?
Como tirar o poder de quem vota em projetos fraudulentos?

A questão não é política, é políticos.

Votar em quem ?

Na fila do banco ouvi de duas adolescentes; (palavras delas) "mulher tirei o meu título, mais só vô vota naquele que tivé pra ganha, nu vô perde meu votu".

Diante do contexto, examinei as duas votantes, observei uma grávida e ambas com cartão bolsa família, pensei; uma das exigências para o bolsa é a frequência na escola e não o aprendizado.

Enquanto existir miséria no país, o poder não acaba.
Dê cultura ao povo, acaba o poder.

Infelizmente quem pode dar a cultura é quem detém o poder, triste realidade.

abraços. continuar lendo

Parabéns pelo comentário, justamente o que penso. continuar lendo

Comentário pertinente..
E mais ainda. Prá quem vamos dar o poder?.
Para os milicos?
Para as igrejas?
Para ninguém?.
Ou deixa simplesmente a anarquia reinar? continuar lendo

Preferível o poder ficar nas mãos de políticos a ficar nas mãos de oportunistas que fomentam esse preconceito para faturar em cima deles. continuar lendo

Muito oportuno seu comentário, o que faz a miséria neste País, são as Bolsas, germinando assim mais analfabetos neste País. pois o Bolsa escola não é um estímulo para manter a criança lá, e sim para manter seu voto amarrado. Político nenhum nesse País quer educação para o futuro. continuar lendo

Também já ouvi isto. Tem gente que acha que eleição é apenas um joguinho. continuar lendo

Sou totalmente de acordo com o que você explicitou. Tenho 19 anos e o que mais se vê é a falta de cultura, falta de seriedade, examinação dos propósitos políticos. Poucas pessoas estão querendo saber se é bom o político ou não, se ele chegou ali com ficha limpa, com honestidade. Não se comenta porquê o governo age de tal forma, com tal liberdade, e uma frase muito interessante é a que ele diz que concordamos "solenemente".... até onde a solenidade durar, durará a corrupção. continuar lendo

São milhões assim...
Falta de cultura e voto obrigatório fazem uma sujeira pior do que a que gruda no poleiro de um galinheiro. continuar lendo

Agradeço a todos pelos comentários e acrescento;

Vou utilizar a frase mais lida e usada nesta semana:

"NÃO VAMOS DESISTIR DO BRASIL".

abraços☼ continuar lendo

Sabe o que isso me lembra? Meus estudos sobre a história do Brasil, e isso me remete - não tem muito tempo - ao coronelismo e seu voto de cabresto.

A metodologia de ganhar votos muda, mas o fim é o mesmo... continuar lendo

Na fila do banco: Ouvi muitas frases parecidas. Por outro lado, sempre perdi meu voto, até mesmo quando ajudei a eleger o candidato continuar lendo

exclua o bolsa família, o que farão as pessoas que dependem dele isso não é uma caridade é uma necessidade, não foi este governo que criou a miséria. Saia fora do contexto Rj, Sp, os outros estados são monarquias onde o poder são passados de avo, pai a filho. São os brasileiros com emprego e carteira assinada que exigem NF-paulista no mercado para concorrer a bicicletas, playstation, smartphones, que vivem nos condomínios fechados das regiões mais nobres do pais que tem aversão ao tal bolsa família, quando o mundo todo elogia ONU, USA, Europa, Vaticano, mas brasileiro egoísta e orgulhoso mete o pau, recentemente a Presidenta Dilma enviou um decreto de lei para a uma maior abertura da participação do povo nas decisões governamentais e legislativas; com consequência menor poder dos ditos legisladores que só trabalham em troca de favores e eles mesmos os deputados e senadores assim como os brasileiros só criticam ninguém é capaz de propor um plano B sem destruir o já proposto. Para educação somente este governo fez mais de 12 Universidades, tenho 45 anos não lembro de outro que fez mais. A USP esta sendo sucateada no estado de maior arrecadação do pais, mas ninguém lembra.i continuar lendo

Como já disse em outro comentário, concordo com a bolsa família por um período "transitório", apenas para dar um "folego" à família para que busquem um meio de prover a própria subsistência, e não como aposentadoria precoce e, certamente, criadora dos currais eleitorais.
É evidente que no caso do inválido (por deficiência ou excesso de idade) esta bolsa deveria ser transformada em uma aposentadoria por invalidez, e não deixar que sua função social seja deturpada por políticos para atitudes eleitoreiras.
Já que todos acham que as bolsas cumprem função social muito importante, deveriam então, os beneficiários de bolsa, deixarem de participar de eleições enquanto delas fossem dependentes, pelo menos no pleito para presidente do país, uma vez que todos sabemos que na cabeça dos políticos a função das bolsas não é social, mas sim, compra de votos... continuar lendo

Para quem entende:

"Não há nada que esteja na política que não esteja PRIMEIRO na sociedade". continuar lendo

Pois é caro Roger, e a triste constatação é que o nosso povo é composto de "infinitos Gersons"...basta verificar os famosos "cabos eleitorais", nunca conheci um deles que não estivesse esperando a "contra-partida" no caso de seu político ser eleito...outra triste constatação são as famigeradas "bolsas", se fossem corretamente administradas e tivessem o intuito de suprir necessidades básicas "transitoriamente", e somente até que os beneficiários pudessem tomar conta da própria vida, não seriam transformadas em "currais eleitorais". Ninguém quer perder a "boquinha", mesmo que tenham outra forma de manter a própria subsistência nunca vão, de forma espontânea, abrir mão do benefício. E o pior é que, embora a ideia inicial não tenha sido do PT, este foi o partido que mais soube se utilizar do "artifício"... continuar lendo

Hô.. Roger Parado....
A tua sociedade pode ser bandida tal qual os políticos.....
Induzir ou querer jogar a culpa na sociedade é tão ou mais injusta quanto ao que qualquer bandido faz quando chega no poder....
De onde você é mesmo????
Você sabe o que é pobreza???
Você sabe o que é trocar o voto por um prato de comida?
Então não venha falar em sociedade quando você faz parte daquela "sociedade". continuar lendo

Eu vejo o contrário: a sociedade toma como exemplo aquele q detém o poder, tal qual um filho ao seu pai! Simbolicamente, Governo é o símbolo do pai interior de cada nação. Se não se dá um bom exemplo, não se pode esperar q 'os filhos' sejam bons cidadãos, conscientes, honestos, cientes de seus deveres e direitos. Política não é profissão, mas vocação, só q a população vê, no mau exemplo, como enriquecer às custas do dinheiro alheio... VERGONHA! continuar lendo

Hô Fausto Narcisita...
Para trazer a lei de gercão a tona é porque achas que todos os que te cercam querem levar vantagem em tudo....ou só enxerga os outros???
Até acredito que pense que a pessoa que troca o voto por um prato de comida tenha realmente a intenção de aplicar a lei de gercão.... Ou eles estão fora?????
Bandido é o político que lhe dá o prato de comida e depois lhe tira o sangue.
Nefasto é o que tenta induzir as pessoas de que um tal de gercão....da grande selecão....é o culpado de tudo no brasil.... e temos que sofrer por isso... todos são assim.....simples assim... Vejo muito papagaio neste sitio....Acorda. continuar lendo

Concordo com você. A desonestidade dos políticos é espelho da desonestidade da sociedade, sim.

A título de exemplo: quem corrompe o servidor público (como fiscal) não é o empresário? continuar lendo

CONCOOORRRDDDOO com você Roger!!
Aqui fora todo mundo pousa de santo :
é gente desrespeitando o idoso, furando fila,tirando vantagem em tudo.
O povo já esqueceu por exemplo que o Arruda teve a vida política tumultuada após escândalo de adulteração do painel de votação do Senado e pela descoberta de um grande esquema de corrupção no governo do Distrito Federal, conhecido como Mensalão do DEM.
Todo mundo viu pela Tv e agora ele está em 1º lugar nas pesquisas .
Por que será??? Lá dentro é como aqui fora! Ou será os Marcianos que elegem os políticos? Falta de informação?? continuar lendo

O povo brasileiro, genericamente falando (há uns poucos honestos) é um povo corrupto querendo um governo honesto.

E quem mais acha esta observação errada provavelmente é quem mais tem culpa no cartório ou gente de senso de justiça distorcido (o cara que detesta polícia, mas quando precisa a eles pede socorro).

As pessoas dirigem feito loucas, bebem, fumam (fumar não é crime contra a legislação, mas é contra o corpo e vão dar trabalho no SUS e gastar o dinheiro dos pagantes sem precisar, caso não fumassem não precisariam), desrespeitam faixa de pedestres, atacam carga em acidentes (dizem que tem seguro, então a seguradora não é a dona?)...

No país temos inúmeros alunos e raros estudantes, não é erro? Nossa Carta Magna permite manifestações pacíficas e não anônimas e o que o povo faz? Quebra tudo mascarados exigindo justiça, é cômico (Rsrsrsrsrsrsr).

Arrancam braço de ciclista e não prestam socorro, soltam bandidos em detrimento da sociedade, elegemos analfabetos funcionais e damos curso de cerca de 5 anos pra formar um advogado pra entender o que o eleito analfa legislou, não cuidamos da saúde (principalmente motoqueiros loucos e gente fazendo racha) e a lista é imensa.

Dai queremos um governo justo. Francamente. continuar lendo

Onde eu disse Murilo Gentilli favor ler Danilo Gentili.
Quase não assisto seu programa por estar já muito passado para o seu conteúdo. continuar lendo

nesse caso iremos votar em quem?
já que todos os candidatos são iguais.
assim fica dificil tentar mudar alguma coisa.
se nossa presidente não é mais uma boa opção os outros são piores.
a corrupção esta em toda parte e isso é nosso triste realidade continuar lendo

Minha proposta é reforma política, acabar com a reeleição para o Legistativo das 3 esferas. Assim acabará com a profissão "político".

Geraldo! continuar lendo

Não adiantaria tanto assim, pois não evitaria nepotismos ou políticos que pensam apenas no curto prazo, procurando enriquecer durante o mandato. Em todo caso, há partidos que propõem isso como diretriz interna, independentemente de a Constituição determinar nesse sentido. Um exemplo é o Novo, atualmente em processo de registro no TSE: http://www.novo.org.br/ continuar lendo

Será que o Ostermann0 vai seguir o outro Ostermanno aqui do sul depois que ele for eleito pelo povo famigerado do sul??? continuar lendo

Eu defendo a confederação para o país, menos dos estados de preservação obrigatória, e o enxugamento do poder político (estados confederados mínimos).
Minha medíocre proposta.
Somos muito heterogêneos para manter a federação. continuar lendo

Temos de ter um início. Acredito que o fim da reeleição para o legislativo, em principio, encareceria a eleição, o que de conseguinte aumentaria a corrupção no legislativo em busca do enriquecimento rápido. Com o tempo esse processo pode se reverter caso o Ministério Público enfim reconheça sua posição de agente transformador e deixe de lado a contumaz zona de conforto que vem assolando inúmeros promotores (não todos, mas muitos se acomodaram com altos salários e baixa produtividade - falo da produtividade de fato, não aquela realizada para preencher formulários).
Estamos prontos para o parlamentarismo. Nosso modelo de presidencialismo ainda nos remete à época dos Coronéis, vide nosso Coroné Lula, Coroné Sarney, Coroné Barbalho entre outros. continuar lendo

Homens e mulheres brasileiros, este começo do dia um Professor da área de computação da UNICAMP, totalmente habilitado e idôneo, compareceu no Programa do Murilo Gentili um par denunciar as vulnerabilidades das urnas eletrônicas as quais foram testadas por uma equipe de especialistas, entre todos ele, embora em tempo restrito por determinação do TSE.
Detectaram defeitos críticos no sistema, segundo ele coloca o sistema sob suspeita.
Para levar ao conhecimento dos brasileiros elaborou um portal e submeteu ao conhecimento público. O TSE contatou-o alegando que sua atitude confrontava o estado democrático de direito e ele foi obrigado a retirá-lo.
Se brasileiros querem mudanças no país, mudem primeiro os Três Poderes e todos os Poderes e Órgãos Públicos, União, Estados e Municípios. Neles habitam, salvo exceções mínimas, pessoas inaptas para quaisquer iniciativas independentes.
Depois avancem sobre empresas; empresários; produtores; profissionais liberais; trabalhadores; ong's; associações; confrarias; dependentes de bolsas para pobres e também milionários que vivem sobre fundos constituídos e financiamentos públicos; empresários dos meios de comunicação etc.
Esses jamais vão querer um país de verdade e soberano. Não existe quase alguém isento e impessoal.
O medo gera subordinação ao sistema, este gera inferioridade e inferioriza o país.
Desde que amadureci trabalhando em uma instituição de fomento da União observei que o brasileiro, em sua absoluta maioria, principalmente as elites produtivas, sociais e econômicas de quaisquer atividades, são/somos dependentes do erário e não sobrevivem sem ele e os desvios e corrupções fazem parte do ego da quase absoluta maioria, desde pequenos atos aos mais irracionais. continuar lendo

Sei que algumas coisas desse meu comentário não se relaciona apenas em parte com o artigo em questão, mas é apenas para complementar uma resposta em um outro artigo.

“Se os homens fossem anjos”, escreveu James Madison no número 51 d'O Federalista, “nenhum governo seria necessário”.

Ou seja, se os homens não mentissem uns para com os outros, não é, Liberdade Jurídica?

Que tal começar por cada um de nós e deixar que os outros sigam o seu caminho?
Não precisa aniquilar o estado de fora, é só seguir o exemplo de Torreau, Tolstoi e Gandhi, que aniquilaram a intervenção do estado, dentro de si, mas respeitaram a necessidade dos demais em precisarem de um estado.

Os homens detestam serem orientados, mas adoram comandar as massas. continuar lendo

Mas ninguém aqui discorda do que você disse, caro Airton. Ao contrário, uma das principais bandeiras que defendemos é justamente a autodeterminação política. Se um Thoreau, um Tolstoi ou um Gandhi quiserem ignorar o estado, seremos a favor. Se um Airton Barros quiser viver pagando 40% de impostos e tendo a sua liberdade cerceada pelo estado brasileiro, também seremos a favor - desde que ele não obrigue ninguém mais a fazer isso. Se Stalinácio da Silva quer viver em um estado 100% comunista, também não teremos nada contra, desde que ele não resolva, no meio do processo, confiscar nossa propriedade ou limitar nossa liberdade à força. Entendeu? O parâmetro que seguimos é a liberdade individual. Apenas o indivíduo pode fazer escolhas.

É exatamente por isso que defendemos incondicionalmente doutrinas que conduzam ao fracionamento do poder político - como o federalismo, a autonomia regional, a autodeterminação e até mesmo o direito à secessão política (amanhã ou depois teremos um artigo sobre isso). Não gostamos do estado, é verdade. Mas ninguém aqui está pregando um mundo 100% anarquista ou sem nada parecido com poder político. O que defendemos é apenas uma realidade em que a escolha sobre quanto poder político haverá (e de que forma esse pode ser exercido) recaia ao máximo possível ao indivíduo.

Este artigo compila alguns trechos de Ludwig von Mises, um dos pensadores que mais nos influencia, a respeito do tema. Tem tudo a ver com o penúltimo parágrafo do que você escreveu: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1454 continuar lendo

Liberdade Jurídica.

Agradecido pela indicação do artigo.

A diferença é que as 03 pessoas citadas por mim, colocaram em prática o que falavam e quanto a Ludwig von Mises, era só um pensador e prática, nada. continuar lendo

Não, no atual contexto - quiça em muitos anteriores - os homens esperam q alguém os salve. Isto provém da educação judaico-cristã q impera no OCIDENTE. Comandar massa é pra verdadeiros líderes ou loucos pelo poder - vide Hitler, Mussolini, Franco.
Ninguém salva ninguém, quanto muito a si mesmo, mas enquanto existir essa mentalidade do salvador, dificilmente sairemos deste estado de coisas. Aliás, massa só existe pq os maus líderes assim o querem: ignorantes, não pensantes, presos no cabresto através das milícias.
Isto aqui não está muito diferente de 1964 no mundo. continuar lendo

Eliane Langer.
Não sei sobre qual ponto do meu comentário, que você baseou sua resposta.

Thoreau, Tolstoi e Gandhi.

Tolstoi e Gandhi, a principio, já tinham a filosofia cristã, como base para o seu estilo de vida, os escritos de Thoreau apenas cristalizou um pouco as ideias de Tolstoi e Gandhi., os dois, orientaram multidões sem serem políticos e sem apelar para a violência mental ou física.

Gandhi eliminou o poderoso império inglês sem derramar uma gota de sangue e quanto a Tolstoi, nem preciso comentar como o povo russo o ama até hoje.
Sobre Gandhi, Albert Einstein escreveu que "as gerações por vir terão dificuldade em acreditar que um homem como este realmente existiu e caminhou sobre a Terra."

Realmente, orientar é para sábios comandar é para inteligentes.
Cuidado! que quem comanda não gosta de repassar o comando.

Quanto a 1964, se tivesse persistido aquela ideia infantil de tomada de poder pelos comunistas, hoje estaríamos pior do que Cuba.

Os militares só deram um contra-golpe e nada mais e nunca vi ato tão propicio para a manutenção da lei e da ordem para manter o estado de direito.

Só é perseguido pela Lei quem tenta burlar a Lei. continuar lendo

Longe de questionar as virtudes de Gandhi, peço apenas que se dê uma atenção melhor à posição da Índia no gráfico e veremos que uma andorinha não faz verão, de que adianta um herói? Nós precisamos é de um povo para preencher uma Nação e não um aglomerado populacional ocupando território sem lei (sim, porque Lei é a que se cumpre, não a apenas escrita), melhor disse Ayn Rand:

“... Quando você perceber que, para produzir precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho; que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada e a honestidade se converte em auto-sacrifício, então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada...".

Sabem qual é a"citação"da grande maioria dos brasileiros?

"... Se eu estivesse "lá" faria igual ou pior..!"

Ora.., o que esperar de quem assim pensa..? continuar lendo

Se os homens fossem anjos seriam anjos caídos. Ora, no céu há Deus no topo, Jesus Cristo filho e advogado, arcanjos e anjos e o princípio de toda desgraça humana foi, segundo a Bíblia e de onde vem o substantivo "anjo" justamente a injustiça nascer no seio do incorruptível.

Dai que, mesmo no céu (seg. a Bíblia) há hierarquia e organização e pena de morte aos infiéis (todo o que for fiél herdará a vida eterna, mas quanto aos idólatras, fornicários, mentirosos, ladrões etc e tal, a sua parte é a segunda morte, no lago de fogo e enxofre onde será lançado satanás, seus maus anjos, a morte e o inferno e todo homem ímpio.

A morte do corpo primeiro e depois a da alma.

Os homens ímpios são anjos caídos. Seu corpo é uma casa onde mora todo tipo de corrupção. continuar lendo